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Rio
de Janeiro. 23 anos, brasileiro de verdade, heterossexual strictu sensu,
quase patriota, caucasiano, carismático, visionário por
opção, escritor de meia pataca, buscando ajudar o próximo
a contornar as cagadas do cotidiano e ainda acreditando num futuro razoável.
Não acredito entretanto, em contos de fadas, bailarinos heterossexuais,
enterros de anão e na existência do Acre.
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Priscila
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
- 20:56
Sobre "A Mulher"
Devotado texto à aquela cujo meu olho brilha.
Diariamente eu me pergunto do que seria a vida, pelo menos a minha, sem esta presença? Desde feto consolidado assim me sinto rodeado delas. Faceiras, dóceis, cintilantes e complexas mas acima de tudo: São em sua maioria, intrinsecamente belas, criando um jardim no meio deste intenso fogo cruzado na sobrevivência como humanidade.
Existem aquelas que falseiam a realidade ou fingem viver no que seria realidade. Desvarios à parte, são exímias conhecedoras da arte do viver. Graças à elas; nascem as flores, os amores, as paixões e os ardores. Como também nasce o sofrimento e o divino alento. Pretensionam ser sempre exatas quanto a matemática, mas são como a ciência da linguagem, por sempre a contemplar o humanismo em nós.
Não consigo me imaginar longe da doçura e irreverência, inclusive do seu silêncio que pode ser mortal tal como um ataque sorrateiro. Meu corpo está pronto, assim como a mente e alma, para partir com uma de vocês. Loucura indivísivel que faço questão de manter inalienável à minha essência. Agradeço a todas, desde Eva, de nos tirar do marasmo etéreo do paraíso, porque, sem vocês, nada teria a mesma graça. Graças a vossa criação, ignoro o monastério, o sacerdócio e o celibato, a irritação e a acidez mental, uma vez que acompanhado, me corrigem e inebriam a mente, como a delícia intorpecente do dia a dia.
São tantas! Milhares e milhares, mas pretensiono apenas uma. Não mais que isso. O que quero é devanear sobre o tempo, conduzindo e fundindo um par de destinos e histórias, em um de cada. Só o sorriso, o cheiro e a carícia. O cumprimento dos anjos e o ideal do diálogo visual. Cabe a mim proferir tamanha necessidade do embolar dos cabelos, pêlos, apelos, sussurros, mordidas, beijos e abraços. Um Amar sobre a correria monumental da vida, profanando a existência da divergência. Quero o emaranhado de sentimentos que só você vai poder me proporcionar.
No final, uma boa mulher é tudo que se precisa e mais nada se deve acatar, apenas buscar a minha unicidade feminina e transceder sobre os revezes, afinal, daqui até a eternidade, tem muito chão para caminhar e sozinho não há ânimo para chegar até lá.
Este texto foi elaborado ao som de: CAZUZA - Codinome Beija Flor Estilo Musical: Pop Rock Nacional.
Escrito
por Leon
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