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Rio
de Janeiro. 23 anos, brasileiro de verdade, heterossexual strictu sensu,
quase patriota, caucasiano, carismático, visionário por
opção, escritor de meia pataca, buscando ajudar o próximo
a contornar as cagadas do cotidiano e ainda acreditando num futuro razoável.
Não acredito entretanto, em contos de fadas, bailarinos heterossexuais,
enterros de anão e na existência do Acre.
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sábado, 31 de janeiro de 2009
- 02:03
Grimório das Emoções: O Amor...
Sobre o segundo sentimento abordado...
Mais uma vez tratamos de uma nova idéia sobre um dos sentimentos humanos. Esta nova velha droga que habita o universo dos espíritos desesperados pela solidão causada pelo narcotráfico da necessidade psicológico-social é a mesma porta de encontro para os absurdos. Ainda assim é considerado como o antagonista perfeito contra o ódio contudo: Até aonde pode ser diagnosticada de forma inverossímil e incontestável esta sensação?
Quão melhores possam ser elaboradas as sentenças, melhores são os crimes quase perfeitos bem como a falta de devoção e a incapacidade de concessão. E delas, quase nunca são proferidas as penas corretas para a ignorância e a incompetência de diferir entre a emoção propriamente dita, a sensação passageira ou a necessidade de autocomiseração.
Quantas pessoas que conhecemos que dizem estar "caindo", "morrendo" ou até "enlouquecendo" sobre o embasar deste sentimento? Ninguém sensato morreria, cairia ou enlouqueceria pela ausência de um sentimento que lhe falta conhecimento para poder entender do que se trata e é óbvio que o destino de escrever esta "idéia" não é querer manter uma espécie de predominância intelectual para os demais, como se a minha pessoa soubesse toda a arquitetura deste sentimento entretanto gostaria de me mostrar fiel aos meus próximos para que se convidem, na forma mais racional possível para que ao menos busque entender o sentido deste ensaio. Por vezes parece ser engraçado senão profano, quando deparamo-nos com pessoas que se acomodam em mutilar e envergonhar o verdadeiro ensejo de "sentir" sem sequer encontrar uma compreensão mínima do que é este momento da alma.
As pessoas estão utilizando o verbete como se fossem verdadeiras metralhadoras a atirarem no alvo da situação e os feridos, pobres animais, não constatam que essas mesmas armas realmente vão matá-los gradativamente e pasmem: os ferimentos tocam todas as esferas de cada indíviduo, seja a mente, o coração, a alma, as idéias, o corpo e os ideais. Toda a arma, manuseada por quem não conhece o funcionamento correto da mesma, está malfadado a lesionar o próximo, inclusive a si mesmo. Proporcionalmente, esses sentimentos confusos e mal difundidos, são tão letais quanto estas armas que não se sabem o manejo, o simples traquejo e talvez sequer conheçam a empunhadura necessária.
Como confabular sobre os sentimentos, se tanto é argumentado sob a inevitável violação das idéias, a incoerência das acepções e os pormenores das regras reais desse sentimento? Não adianta sentir a palpitação e não sentir a paz emanada do próximo. Nem adiantaria sentir-se satisfeito, se não há regência da mútua proporção; Tampouco seria suficiente aceitar que estar do lado, significa estar tranquilo e protegido, quando isso seria apenas a satisfação momentanea como necessidade de não se manter solitário aos revezes que a vida nos reserva.
Por vezes, eu imagino William Shakespeare, Lord Byron e Platão numa mesa de pôquer, em momento de descontração, olhando os amadores diante do púlpito inviolável da maestria do conhecimento acerca deste sentimento. Devem estar indignados com a descortesia e a subserviência que o mesmo recebeu a ponto de ganhar o prefixo "pseudo" antes do verbete original.
Eis que um saudoso senhor, iluminado sob a égide de seu conhecimento, chamado Robert Sternberg, que criou uma teoria interessante - no mínimo lógica eu diria, quase perfeita chamada Teoria triangular do A*. Ela seria embasada em três pilares: O primeiro pilar seria a intimidade, o segundo: paixão e o terceiro: o empenho. E acreditava ele que na medida em que faltasse um dos três alicerces, não seria configurado o A. consumado, este citado, seria a fusão entre os três pilares. Contudo, eu acredito que há um erro fático e intrínseco nesta teoria.
A paixão enquanto um pilar necessário do A. é uma sensação intimamente ligada à loucura e a incapacidade de dosagem. Eu faria menção necessária de substituir o pilar "paixão" pelo pilar "carinho" porque este segundo pilar, seria o item mais próximo da concretização do A. e que faria surgir o A. completo e não o consumado. Porque com a fusão da intimidade, do carinho e do empenho, teríamos uma dosagem sincera da paixão, porque ela seria um dos frutos e não uma base para um sentimento porque seria criado uma mecânica racional para a criação do sentimento:
"Se você é íntimo da pessoa, ou seja: você conhece as ações e reações dessa pessoa, aceita como ela se comunica e aceita os estados de humor, bem como a forma de estabelecer os vínculos interpessoais (seja para com você ou com outra pessoa ou com objetos e predileções) e você tem empenho pela pessoa - sabe o íntimo dela e é compromissado pelos interesses desta pessoa, bem como torna-se força motriz para o desempenho e o empenho para ela e você transmite carinho por esta pessoa - procura estabelecer afeto seja físico, por palavras, por toque ou por qualquer outro tipo de gesto afetuoso.... e que tudo isso seja mútuo (via dupla, double way, vai e volta, viu vizinho?)
Voilá! Temos o amor.
Escrito
por Leon
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
- 20:56
Sobre "A Mulher"
Devotado texto à aquela cujo meu olho brilha.
Diariamente eu me pergunto do que seria a vida, pelo menos a minha, sem esta presença? Desde feto consolidado assim me sinto rodeado delas. Faceiras, dóceis, cintilantes e complexas mas acima de tudo: São em sua maioria, intrinsecamente belas, criando um jardim no meio deste intenso fogo cruzado na sobrevivência como humanidade.
Existem aquelas que falseiam a realidade ou fingem viver no que seria realidade. Desvarios à parte, são exímias conhecedoras da arte do viver. Graças à elas; nascem as flores, os amores, as paixões e os ardores. Como também nasce o sofrimento e o divino alento. Pretensionam ser sempre exatas quanto a matemática, mas são como a ciência da linguagem, por sempre a contemplar o humanismo em nós.
Não consigo me imaginar longe da doçura e irreverência, inclusive do seu silêncio que pode ser mortal tal como um ataque sorrateiro. Meu corpo está pronto, assim como a mente e alma, para partir com uma de vocês. Loucura indivísivel que faço questão de manter inalienável à minha essência. Agradeço a todas, desde Eva, de nos tirar do marasmo etéreo do paraíso, porque, sem vocês, nada teria a mesma graça. Graças a vossa criação, ignoro o monastério, o sacerdócio e o celibato, a irritação e a acidez mental, uma vez que acompanhado, me corrigem e inebriam a mente, como a delícia intorpecente do dia a dia.
São tantas! Milhares e milhares, mas pretensiono apenas uma. Não mais que isso. O que quero é devanear sobre o tempo, conduzindo e fundindo um par de destinos e histórias, em um de cada. Só o sorriso, o cheiro e a carícia. O cumprimento dos anjos e o ideal do diálogo visual. Cabe a mim proferir tamanha necessidade do embolar dos cabelos, pêlos, apelos, sussurros, mordidas, beijos e abraços. Um Amar sobre a correria monumental da vida, profanando a existência da divergência. Quero o emaranhado de sentimentos que só você vai poder me proporcionar.
No final, uma boa mulher é tudo que se precisa e mais nada se deve acatar, apenas buscar a minha unicidade feminina e transceder sobre os revezes, afinal, daqui até a eternidade, tem muito chão para caminhar e sozinho não há ânimo para chegar até lá.
Este texto foi elaborado ao som de: CAZUZA - Codinome Beija Flor Estilo Musical: Pop Rock Nacional.
Escrito
por Leon
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
- 18:50
Grimório das Emoções: A Agressividade...
Vamos falar sobre esta emoção peculiar...
Trata-se de uma emoção contundente em cada um de nós. Ela não é específica a um grupo, logo entendemos que faz parte de um grande ról de emoções que norteia nossas ações. Apesar de algo considerado nocivo, não faz parte do aspecto patológico. Um grande pediatra inglês chamado Donald Winnicott, garantia que a agressividade já se torna parte das pessoas desde o berço e assim deve ser encarado como uma de nossas ações. Quando ainda se encontra no estado pueril, ela busca esgotar seus pais ou seus responsáveis ao ponto dela própria se sentir esgotado até dado ponto que a própria criança se exaure, saturando por completo a necessidade de extravasar aquela emoção.
Muitas pessoas no nosso cotidiano aderem a imagem da agressividade com o meio que norteia cada indíviduo, dadas as manifestações presenciadas. Discordando dessa idéia inicial eu acredito que a maior errata ou maior lapso promovido é que as pessoas não procuram perceber que o molde das personalidades perdura do instante puerperal até a linha do tempo que precede a puberdade. A criança é aquilo que ela presencia no ambiente familiar. Winnicott, novamente citado, mostrava em sua teoria, que era importante a presença materna desde o tempo em que ela segurava seu rebento no colo, pois ali mora uma das premissas mais importantes da existência: O batismo do amor materno. Maior o tempo devotado ao filho, maior era a capacidade de delimitar suas emoções e controlar sua sentimentalidade. Quão mais próximos os pais forem dos filhos e assim participar ativamente de sua infância, maior será a possibilidade de aparar esta incomoda aresta emocional na vida deles e assim, aprenderem a administrar essa emoção.
Este texto foi elaborado ao som de: TWISTED SISTER ~ burn in hell (sugestiva?) Estilo Musical: Glam Rock/ Hard Rock.
Escrito
por Leon
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18:41
Post Inaugural.
Destino: Pasárgada - Post Inaugural.
Prezados leitores, aqui quem vos fala é o saudoso escritor desconhecido. Eu utilizarei este espaço para dar uma merecida valorização a nobre arte da retórica e da eloquência, usando assuntos verdadeiramente necessários para que as pessoas conheçam melhor os métodos mais funcionais de sobrevivência, bem como a capacidade de criar no leitor a capacidade de análise das situações que acontecem ao seu redor. Aos prováveis leitores, espero críticas, sugestões, opiniões positivas ou não para melhorar o nível de assunto que aqui for abordado.
Este texto foi elaborado ao som de: DARGAARD ~ In Nomine Aternitatis Estilo Musical: Dark Ambient.
Escrito
por Leon
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